O Autor Marcio Marcelo do Nascimento Sena escreveu até o momento 23
textos

Publique seu livro de forma fácil e descomplicada !!!


O Autor marcos bilac escreveu até o momento 1
textos

TOQUEI A TRISTEZA DA VIDA POBRE


TOQUEI A TRISTEZA DA VIDA POBRE

Marcos Bilac

 

Moro num bairro tranqüilo que as flores são poemas

Que nascem de um coração partido,

Embora tenha conhecido o melhor do sentimento

Que jamais será achado em um saco de lixo.

 

Agora visto essa flor através de uma janela de vidro

Sem tocar nas mãos nuas que são teu, meu amor,

E sem saber o valor dos lábios exibidos

Que, na hora que visito, tenho vontade de senti-los.

 

Não posso mais chorar e deixar cair chuvas de meus olhos

E aprontar a maior vergonha de um homem apaixonado

Que sofre de todos os tormentos conhecidos

E sendo assim não consegue mais dormir.

 

A culpa poderia ser minha nesse sofrer,

Por ter te deixado com o resto do pão,

E te lançar na amargura cheia de piranhas,

Mas a minha vontade foi também ir junto a ti.

 

Hoje meu bater está morrendo por você,

Mesmo que não tenha mais chance de saber disso,

Mas quero revelar todos os meus segredos,

Que estão neste cair de lágrimas.

 

Espere um pouco, meu amor, eu te imploro:

Quero te tocar apenas com o olhar,

Quero te ver em teu leito a descansar,

Quero pegar em teus cabelos amarelos.

 

A culpa pode ser minha,

Por não ter coragem de revelar sobre meu amor,

Mas tive quebras de páginas do nosso livro,

Que nos levaram ao abismo feito, feio.

 

Toquei a tristeza da vida pobre,

Toquei o interesse da desgraçada da vida,

Deixando você de lado, procurando o vazio,

O vazio da história de minha vida miserável, meu amor.

 

Então choro nessas linhas a te avisar, amor,

Que posso mudar tudo sem se preocupar com o ontem,

Pois o hoje está vivo dentro de mim, sem ter medo,

Sem ter medo de amar, sem ter medo errar.

O Autor Raphael Vieira escreveu até o momento 1
textos

Poema Blues


Sem saber aonde ir,
eu ando por ruas que
levam-me ao mesmo lugar,
um espelho dentro de outro espelho,
eu paro em um bar, tomo
uma dose de conhaque
e sigo meu caminho.
Não tenho um cigarro,
faz quase um ano que não fumo,
mas tenho a minha gaita,
seu som ecoa na avenida
e por um instante, o tempo para,
a vida soa como um filme antigo,
mas nada perdura,
nem mesmo um velho blues…

O Autor Mario Rezende escreveu até o momento 2
textos

ANDORINHA


 

Vai minha andorinha,
que desgarrada, habitou, solitária,
este velho farol.
Vai.
Ficarei observando o seu vôo derradeiro,
até a linha do horizonte,
na despedida do sol.
Testemunha silenciosa
desse amor incomum.
Vou ficar aqui,
iluminando a noite dos sonhos,
na esperança.
Vai andorinha,
encontra o seu bando.
Eu vou ficar aqui,
eu e o sol, ouvindo o vento.
Vai andorinha,
eu vou ficar aqui,
na esperança
de um dia você voltar.

O Autor Lou de Olivier escreveu até o momento 2
textos

O Pré Destinado


Por muitos anos tenho assistido a uma grande campanha para destruir a grande obra que meu pai fez neste mundo. Roubaram todo o nosso patrimônio, destruíram nossas fotos e documentos, mas não puderam apagar nossa memória nem os benefícios que estão implantados hoje e estarão sempre. Hoje revelo parte da história deste homem que deveria ser tratado como herói, mas pela ganância dos ditos “poderosos” foi tratado como um louco…

Filho de José Francisco de Oliveira, um português que, apesar de sua remota origem judaica e sua condição de “marrano”, não seguia nenhuma religião e Anna Quintina de Oliveira, Nardino conviveu muito pouco com a família. José era alcoólatra e viciado em jogos de azar, seguia ora ganhando ora perdendo e, cada vez mais viciado tanto na bebida quanto no jogo, certa noite, sem condições de pagar o que devia ao viajante árabe, ganhador do jogo, teve uma ideia: Ofereceu o primogênito como escravo. Era Nardino que, na época tinha apenas cinco anos de idade e não entendeu porque foi acordado na madrugada, obrigado a fazer sua pequena mala e afastar-se de sua mãe que, aos prantos, pedia ao marido que não levasse o menino. Mas José, enlouquecido, arrastou Nardino e o entregou ao árabe ganhador da aposta.

Nardino passou a trabalhar o dia todo para pagar a dívida de seu pai e, a noite, ele recolhia réstias de alho que não eram boas para consumo, juntava o pouco aproveitável e fazia pequenos pacotes que ele vendia por um preço bem mais baixo, escondido do árabe, na vizinhança. E juntava cada centavo que conseguia. Seu objetivo: Rever a mãe que estava a mais de quinhentos quilômetros de distância. Aproximadamente três anos depois, Nardino agora com oito anos já sabia negociar muio bem. A convivência com o árabe e o desejo de rever a mãe o impulsionaram a tornar-se um excelente comerciante. Foi quando chegou o telegrama; sua mãe tinha falecido com apenas 33 anos de idade, durante (mais) um parto. Nardino já tinha juntado uma pequena fortuna e poderia tranquilamente viajar de primeira classe para, ver sua mãe, mesmo que fosse morta. Mas o árabe, não se sabe porque, deteve o telegrama até que o último trem partisse. Quando o entregou a Nardino, este só pode chorar a noite toda, agarrado ao telegrama, olhando sua pequena fortuna juntada com tanto sacrifício e que não tinha servido ao seu propósito de rever sua mãe.

No dia seguinte, revoltado, ele investiu todo o seu dinheiro em pólvora e uma grande manilha, juntou o máximo de cacos de vidro e pedras que podia encontrar e pôs-se a construir um canhão e uma espécie de pedestal para suportá-lo. Demorou alguns dias, construindo-o secretamente. Até que, numa madrugada em que todos dormiam tranquilamente, ele terminou a construção de sua arma, ateou fogo e a arma descontrolada passou a atirar inúmeros cacos de vidro e pedras a todos os lados. O desespero se instalou na pequena cidade, muitos gritavam que “o Nardino estava bombardeando a cidade”.

Neste dia, o árabe percebeu a grande injustiça que cometia. Não só tendo aceitado uma criança de apenas cinco anos para trabalhos escravos, mas tendo escondido o telegrama impedindo Nardino de ver a mãe morta. Então propôs um salário em troca de seu trabalho. Apesar de magoado e revoltado, ele não tinha escolha: aceitou. Assim, com apenas oito anos de idade, ele teve seu primeiro emprego remunerado. E também teve permissão para frequentar a escola, como toda criança tem direito. E aprimorou seus conhecimentos no comércio, no idioma árabe e, posteriormente, em outros idiomas.

Certo dia, ao negociar um tecido, recebeu uma Bíblia como parte do pagamento. Estava escrita em Latim. Nardino passou então a decifrar o que estava escrito e não só teve seu primeiro contato com parte das Escrituras mas aprimorou estudos no Latim que, naquela época, fazia parte da grade de aulas nas escolas. A partir dai despertou seu interesse em aprender outros idiomas e ler Bíblias em outros idiomas também.

Ainda adolescente, Nardino já tinha renda própria e um alto padrão de vida, já tinha seu próprio comércio e podia dizer-se, ao menos, financeiramente, realizado. Aos dezoito anos, veio o chamado para alistar-se. Ele confiou sua loja a um amigo que ficou encarregado de retirar uma parte da renda como salário e o restante dividir em duas partes, uma seria enviada aos seus irmãos menores, que agora sofriam muito nas mãos de uma madrasta. E a outra parte seria enviada ao quartel para bancar as despesas de Nardino que, ao alistar-se, teria direito apenas ao alojamento e alimentação e ele queria continuar estudando….

Esta história continuará a ser descrita, em breve, no próximo capítulo. Mas você já pode ler sobre a trajetória e a obra de Nardino Francisco de Oliveira, clicando aqui. Como curiosidade, segundo a Wikipédia “ O serviço militar foi tornado obrigatório através de lei, em janeiro de 1906, durante o governo de Afonso Pena, quando o marechal Hermes da Fonseca era ministro da Guerra. Porém, só foi efetivamente implementado com a entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial. A obrigatoriedade do serviço militar, hoje, é disciplinada pela Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, que dispõe, em seu artigo 5º, o seguinte:

A obrigação para com o Serviço Militar, em tempo de paz, começa no 1º dia de janeiro do ano em que o cidadão completar dezoito anos de idade e subsistirá até 31 de dezembro do ano em que completar 45 anos.

  • § 1º Em tempo de guerra, esse período poderá ser ampliado, de acordo com os interesses da defesa nacional.

Pular para a barra de ferramentas