27 de dezembro de 2013 em Geral

FRAGMENTOS : MENINAS   SUPER POÉTICAS IV
EDITORA BECO DOS POETAS – 2013-12-12

“Ao notar no teu olhar o sacrifício que fazias para não me abandonar, que não tinhas o mesmo afeto do início, torturada resolvi renunciar.”
(Eglê Santos Machado)
 “Adoro te atrasar na minha cama e petulante, me sentir mais importante que teus prazos e emergências. E te instigar de novo até que deságue em meu ninho um inconfesso projeto de vir a ser.”
(Francine Brandão)
“O amor que não sabe dizer o nome estranha a vaidade que rompeu a barragem e acha que voltar para o palco e a massagem tem um ar mal disfarçado de miragem, quebra brinco e deixa pistas para trás, ao mesmo tempo que não acha o caminho de volta, mas pensando bem, que retorno importa?”
(Francine Brandão)
“O tempo passou, mas ela não o soube aproveitar, vivia na teimosia de uma vaidade sem prazos. Entrou na primavera, mas nem as flores desabrocharam. Veio o outono, de hábitos, despida. E um inverno de alma gelada a consumir-lhe o brilho, encurvou-se com o tempo. Diluiu-se na paisagem.”
(Lin Quintino)
“Palavras dentro de mim ficam aprisionadas! Liberto-as ao escrever, mas se ninguém as lê, permanecem em cativeiro! Preciso de você pra me trocar, dividir comigo o que sinto, unir sombras alinhadas, projetadas contra luz!  (…) Minhas rimas incompletas clamam por teus dedos notas musicais fazer vibrar. Sou fome de querer nestas linhas inocentes, e sem ti para as ler um deserto sem nascentes!  Dias sem auroras, chuvas de estrelas, sem noites pra brilhar. Madrugadas sem partidas, sou sonhos sem castelos. Não sou nada, sou sem asas, porque sem ti, como posso voar? Sem teus olhos como posso me soltar?”
(Liz Rabello)
“O amor muda infinitas vezes, como o desabrochar de uma magnífica flor, com um leve odor de sangue. (…) Não nos olhamos mais com olhos de lua que nasciam com pálpebras pesadas nos avaliando, fazendo com que nos sentíssemos vistos, ofuscando nossa razão que alastrava-se no ar em voejo como um pássaro ferido…  Já não sou sua… Nem somos nós… Somos mar silencioso, caindo do tombadilho das madrugadas”
(Marcia Portela)
“Quem pensas  quem sou? Fantoche desgastado pelas mãos de crianças que vão e que vêm e me jogam de um lado para o outro, fazendo meus ossos ressequidos doerem e doerem…Até não mais poder? Deixa-me quieta, não queira me fazer um carinho ainda que tão lindo! Isto já não me importa e, por favor, não force a porta porque ela já enferrujou…”
(Maria Goretti)
“Passei muito tempo à procura de respostas para minhas perguntas que não calavam dentro do peito, fui atrás de pessoas que diziam coisas que me faziam sentir bem.  Só no fim de tudo que percebi que as respostas que procurei o tempo todo estavam dentro de mim.”
(Maria Jeremias dos Santos)
“Buscamos tudo, uma busca alienada. Sem saber nomeamos o real significante. Dentro de nós mora um gigante insaciável de querer,  busca incessante de querer e não saber dizer. Esquecer-se de ser para ter e o vazio aumenta.”
(Marta Cavalcante Paes)
“Quantas coisas os olhos veem e as mãos não podem tocar. Há caminhos que os pés fazem e o corpo não quer chegar. Quantas coisas o coração sente e a cabeça teima em negar. Quanta palavra a boca fala e ninguém pra escutar palavras ao vento não formam frases dissipa-se no ar.”
(MF Jesus)
“Só agora percebo da dama a outra face: Amor, gentileza, inteligência, espiritualidade. Da vida, rudeza, desamor, frieza. Vencedora do duelo, despe o véu, mostra o troféu, dissipa as dúvidas. O amor não se perde ao léu!”
(Neuza Pinto Nissen)
“Perdida no vazio das horas, angústia de quem ama em vão, cristais de sangue estilhaçados, rosas murchas em solidão. Meu coração se fez em mil pedaços, e em cada corte se transmuta inteiro, porque você rasga os nós dos laços, costura estrelas, brilhas nos espaços.”

(Liz Rabello)

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