A cada dia mais desumanos 

31 de março de 2016 em Geral

As feridas do meu corpo não são medalhas para serem ostentadas
Não faço da minha dor um arquivo para ser compartilhado
ou um panfleto para ser divulgado
Minha história é um livro aberto escrito uma pagina á cada dia
Se uma pagina ao dia não lhe conquista não lhe interessam as outras
Deixe o livro no caminho e quem o encontrar e tiver a sabedoria de compreender
Descobrirá que o mundo não é cor de rosa é da cor que você  escolhe
Se queres ser um personagem desse conto sem heróis ou vilões
Pegue sua espada a luta é diária olhe ao seu lado
seu irmão caído  na rua dormindo ao relento
Teu filho chorando de fome pedindo alimento…
Sua mulher te olhando e não te vendo seus amigos…
Que amigos ?
Esse é o mundo que você não vive mas que esta a sua volta
O menino vendendo balas no sinal…
Com o seu não talvez aprenda a ser generoso
E da próxima vez possa te presentear com uma….
bem no meio da sua cabeça vazia de consciência…
Talvez não …quer arriscar ?
Derrube os muros seja livre venha pra rua seja povo
lute por seu direito … E faça valer o dos outros
Caridade ? Não muito obrigado !
Não quero ser sua escada para ir pro céu….
Quero é solidariedade ….  Que corra lado a lado
Minha periferia cansou de esperar… agora temos voz
Gritamos no beco … somos sarau arte popular,
Somos Hip hop, somos dança de rua, performáticos,
Slam , descemos o morro e 24 horas na rua fazemos a virada cultural
Recebendo como paga a migalha … da bolsa dos chicos e caetanos
A como eu queria ver a virada da periferia …. ver os barracos caindo e os prédios surgindo…
A estática da violência tornar-se a estatística do crescimento…
Meu povo deixar de pedir poder para o povo preto…
Compreendendo que na favela também tem povo branco…e lá
Somos povo humanos… a cada dia mais desumanos…
Programado como androides do sistema capitalista que fazem de nossos filhos seus empregados
E quando vira patrão a policia mata… saindo nos datenas  4..5…10  papelotes e o anuncio do fim do trafico esquecem dos helicópteros recheados de pó ou dos barcos que fizeram a alegria da lata no litoral paulista … esquecem que no morro não se fabricam fuzil…
Há meu povo  …. o que me alegra é que meu povo se uni… em prouni e de diploma na mão esquecem o canhão mas não a revolução agora queremos emprego , queremos cultura, queremos saúde, queremos vida queremos paz enquanto ela não chega… fazemos rimas …fazemos versos…fazemos poesia… fazemos sarau … sarau matinal beco dos poetas

 

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