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Noite fria de Outono

13 de junho de 2017 em Poesia

Era noite fria de Outono,

ela se abrigou em mim

e eu me abriguei nela,

imergimos nas profundezas

de um sentimento onírico…

então o ônibus veio, e ela partiu.

10 de junho de 2017 em Geral

Por baixo desse exterior invernal,

existe a chama ardente de uma fogueira

que invoca o espírito xamã, e pode

fazê-la ascender aos céus mais uma vez…


no universo verdes dos seus olhos,

eu enxergo vidas e sonhos,

oceanos que ao horizonte, tocam o sol,

a beleza dentre as coisas mais belas,


é como se caminhássemos para longe

das luzes artificiais, onde a poeira

dos arranha-céus não toque o ar,

pudéssemos deitar sobre a relva,


com os olhos de uma criança

tão carregados de esperança,

olhar acima da neblina contida

e apontar infinitas possibilidades.

Caso a loucura fosse uma pessoa

10 de junho de 2017 em Poesia

Caso a loucura fosse uma pessoa,
ela seria minha melhor amiga,
cativante, divertida e sedutora
em seu jeito abstrato de ser.
Enquanto, por outro lado,
a sanidade sempre tão sã…
eu nunca me ative à ela,
tão cheia de si, e certezas…
sou alguém que deseja por
não ser apenas um outro
divagando entre os jardins
deste hospício de sanidade,
nadando contra a corrente,
voando contra o vento,
sou um tipo de Caixeiro-viajante,
imutável metamorfose ambulante.

No universo verde dos seus olhos

5 de junho de 2017 em Poesia

Por baixo desse exterior invernal,
existe a chama ardente de uma fogueira
que invoca o espírito xamã, e pode fazê-la
ascender aos céus mais uma vez…

no universo verdes dos seus olhos,
eu enxergo vidas e sonhos,
oceanos que ao horizonte, tocam o sol,
a beleza dentre as coisas mais belas,

é como se caminhássemos para longe
das luzes artificiais, onde a poeira
dos arranha-céus não toque o ar,
pudéssemos deitar sobre a relva,

com os olhos de uma criança
tão carregados de esperança,
olhar acima da neblina contida
e apontar infinitas possibilidades.

Poema Blues

14 de Março de 2017 em Poesia

Sem saber aonde ir,
eu ando por ruas que
levam-me ao mesmo lugar,
um espelho dentro de outro espelho,
eu paro em um bar, tomo
uma dose de conhaque
e sigo meu caminho.
Não tenho um cigarro,
faz quase um ano que não fumo,
mas tenho a minha gaita,
seu som ecoa na avenida
e por um instante, o tempo para,
a vida soa como um filme antigo,
mas nada perdura,
nem mesmo um velho blues…

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