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TOQUEI A TRISTEZA DA VIDA POBRE

14 de março de 2017 em Poesia

TOQUEI A TRISTEZA DA VIDA POBRE

Marcos Bilac

 

Moro num bairro tranqüilo que as flores são poemas

Que nascem de um coração partido,

Embora tenha conhecido o melhor do sentimento

Que jamais será achado em um saco de lixo.

 

Agora visto essa flor através de uma janela de vidro

Sem tocar nas mãos nuas que são teu, meu amor,

E sem saber o valor dos lábios exibidos

Que, na hora que visito, tenho vontade de senti-los.

 

Não posso mais chorar e deixar cair chuvas de meus olhos

E aprontar a maior vergonha de um homem apaixonado

Que sofre de todos os tormentos conhecidos

E sendo assim não consegue mais dormir.

 

A culpa poderia ser minha nesse sofrer,

Por ter te deixado com o resto do pão,

E te lançar na amargura cheia de piranhas,

Mas a minha vontade foi também ir junto a ti.

 

Hoje meu bater está morrendo por você,

Mesmo que não tenha mais chance de saber disso,

Mas quero revelar todos os meus segredos,

Que estão neste cair de lágrimas.

 

Espere um pouco, meu amor, eu te imploro:

Quero te tocar apenas com o olhar,

Quero te ver em teu leito a descansar,

Quero pegar em teus cabelos amarelos.

 

A culpa pode ser minha,

Por não ter coragem de revelar sobre meu amor,

Mas tive quebras de páginas do nosso livro,

Que nos levaram ao abismo feito, feio.

 

Toquei a tristeza da vida pobre,

Toquei o interesse da desgraçada da vida,

Deixando você de lado, procurando o vazio,

O vazio da história de minha vida miserável, meu amor.

 

Então choro nessas linhas a te avisar, amor,

Que posso mudar tudo sem se preocupar com o ontem,

Pois o hoje está vivo dentro de mim, sem ter medo,

Sem ter medo de amar, sem ter medo errar.

Poema Blues

14 de março de 2017 em Poesia

Sem saber aonde ir,
eu ando por ruas que
levam-me ao mesmo lugar,
um espelho dentro de outro espelho,
eu paro em um bar, tomo
uma dose de conhaque
e sigo meu caminho.
Não tenho um cigarro,
faz quase um ano que não fumo,
mas tenho a minha gaita,
seu som ecoa na avenida
e por um instante, o tempo para,
a vida soa como um filme antigo,
mas nada perdura,
nem mesmo um velho blues…

ANDORINHA

2 de março de 2017 em Poesia

 

Vai minha andorinha,
que desgarrada, habitou, solitária,
este velho farol.
Vai.
Ficarei observando o seu vôo derradeiro,
até a linha do horizonte,
na despedida do sol.
Testemunha silenciosa
desse amor incomum.
Vou ficar aqui,
iluminando a noite dos sonhos,
na esperança.
Vai andorinha,
encontra o seu bando.
Eu vou ficar aqui,
eu e o sol, ouvindo o vento.
Vai andorinha,
eu vou ficar aqui,
na esperança
de um dia você voltar.

VERSOS RIMADOS

13 de fevereiro de 2017 em Poesia

VERSOS RIMADOS

Quando a saudade bate no peito,
o tique-taque se apressa de um jeito…
Só a esperança é meu alento
de te ouvir na voz do vento,
de ganhar o abraço apertado
do que estou, cheio de angústia, afastado;
de voltar a receber o teu beijo amoroso
que me faz assim tão saudoso,
de ter de volta o teu carinho, enfim,
cuja falta me faz sofrer assim.
E o pensamento voa,
fica vagando à toa,
e, na solidão da minha noite só,
a esperança que me alimenta é una,
te encontrar, minha estrela, linda…

Poesia: Amor de mãe

6 de fevereiro de 2017 em Poesia

 

“Amor de mãe: mistério profundo
Ela distante; e eu só no mundo
Lacuna vazia no meu ato de ser
Dela eu nasci, por ela vou viver
Mãe, tua vida foi a luz na aurora
Pensei em ti ontem, hoje e agora”

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