O Autor Mario Rezende escreveu até o momento 2
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VERSOS RIMADOS


VERSOS RIMADOS

Quando a saudade bate no peito,
o tique-taque se apressa de um jeito…
Só a esperança é meu alento
de te ouvir na voz do vento,
de ganhar o abraço apertado
do que estou, cheio de angústia, afastado;
de voltar a receber o teu beijo amoroso
que me faz assim tão saudoso,
de ter de volta o teu carinho, enfim,
cuja falta me faz sofrer assim.
E o pensamento voa,
fica vagando à toa,
e, na solidão da minha noite só,
a esperança que me alimenta é una,
te encontrar, minha estrela, linda…

O Autor Ronaldo Vieira escreveu até o momento 1
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Monopolizando as cores


Poema do livro Essência de tudo

O Autor Maroel Bispo escreveu até o momento 2
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Poesia: Amor de mãe


 

“Amor de mãe: mistério profundo
Ela distante; e eu só no mundo
Lacuna vazia no meu ato de ser
Dela eu nasci, por ela vou viver
Mãe, tua vida foi a luz na aurora
Pensei em ti ontem, hoje e agora”

O Autor José Freire escreveu até o momento 4
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Diógenes e o imperador


Diógenes, do seu barril,
no sol o corpo aquecia.
Alexandre mexeu no seu brio
na pergunta que lhe fazia.

Por que tão triste pobreza
faz parte do teu viver?
Sou grande. Sou Vossa Alteza.
Que posso eu te conceder?

Faça-me um único pedido.
Faça um pedido apenas.
Na certa serás atendido.
Sou grande. Venho de Atenas

Só tens essa luz do sol.
Faz frio, te falta agasalho,
comida, leite, um lençol,
uma graça, qualquer reparo.

Diógenes então respondeu.
Oh Magno, então vos falo.
Nem azeite, comida ou reparo,
nem uma peça de bom lençol.

Só peço que afaste o cavalo
que está a fazer uma sombra
na luz desse belo sol.

O Autor José Freire escreveu até o momento 4
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Bico de pena


Bico de pena, o que me pedes,

bico de pena?

Que eu te afague com minha mão poética?

Nem a métrica o teu poema mede

nem a rima dá medida certa.

Bico de pena, com efeito

estás a me pedir demais.

Contigo estou a perder-te o jeito

que o jeito tinha um tempinho atrás.

Queres tu vasculhar-me o peito

e arrancar do moribundo leito

o que já triste e de silêncio jaz.

Ah, bico de pena,

deixa-me ir e vai-te em paz.

Nem mais crio nem faço arranjo

nesta terra tão pequena.

Minh’alma que agora acena,

das penas do próprio anjo

escreverá teus poemas.

 

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