O Autor Sérgio Cancioneiro escreveu até o momento 111
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Velho rancho tapera…


Meu Rancho Velho Tapera,
Tua história nunca finda,
Me lembras quando eu trazia,
Baldes de água da cacimba,
Lenha cortada a machado,
Eu carregava nos braços,
Fazia tudo brincando,
Sem nunca sentir cansaço…

Meu Rancho Velho Tapera,
Tu já foste minha casa,
Quantas vezes me aqueceste,
Num fogãozito de brasa,
Cada vez que eu me lembro,
Me bate forte o coração,
Na lembrança do meu vô,
Acendendo um palheiro num tição…

Hoje só resta a tapera,
Restos de um rancho caído,
Agradeço a Deus por ter,
Um dia a mim pertencido,
A horta e a lavoura,
Onde tinham plantações,
Virou pastagem de gado,
Só ficou recordações…
Sérgio o Cancioneiro

O Autor Sérgio Cancioneiro escreveu até o momento 111
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Velho Chico carreteiro…


Velho Chico carreteiro pela estrada empoeirada,
Com as marcas da velhice com suas mãos calejadas,
Com os seus cabelos brancos com a visão ameaçada,
Chico velho trabalhou tanto mas não conseguiu quase nada,

Velho Chico Chico velho que ainda era solteirão,
Que vivia tão solito num ranchinho de torrão,
Passando todos esses anos alimentando ilusão,
Hoje está velho e tão pobre nunca passou de um peão,

Velho Chico carreteiro que nos sonhos se perdeu,
A mocidade se foi na vida nunca venceu,
Carreteando pelos rincões foi assim que ele viveu,
O coitado não aguentou assim o Chico morreu….
Sérgio o Cancioneiro

O Autor Raphael Vieira escreveu até o momento 5
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Noite fria de Outono


Era noite fria de Outono,

ela se abrigou em mim

e eu me abriguei nela,

imergimos nas profundezas

de um sentimento onírico…

então o ônibus veio, e ela partiu.

O Autor marcos bilac escreveu até o momento 4
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EM ALGUM LUGAR DO TEMPO


EM ALGUM LUGAR DO TEMPO

Marcos Bilac

 

Eu quero o olhar perdido, eu quero o mar esquecido…

Num domingo escondido, num sábado proibido…

 

Eu quero o balançar da tua rede em meu corpo ardente,

Eu vou partir numa viagem sem retorno, em busca do olhar perdido,

Do caminho desmarcado, do amor, do atirar do coração…

 

Eu vou levar na alma, toda liberdade, eu vou pescar,

Todas as chances pesadas do mar de saudades…

 

Eu busco no escalar do desastre,

Todas as possibilidades marcadas, dos erros…

Meus defeitos, vendidos pra vergonha.

 

Eu posso vencer o teu negar,

O teu impedir do amar,

O teu jogar da raiva,

As tuas palavras quentes,

Que queimam todo o meu amor,

O meu sonho, o meu dançar, o meu querer…

 

Eu nado na piscina de piranhas,

Somente pra te provar,

Que nada posso falhar,

Que eu mudei pelo nosso amor,

Que sou um alguém novo,

Por favor, ouça esse meu apelar…

 

Eu prometo que vou chegar cedo,

Eu vou estar em algum lugar do tempo,

Escalando as altas montanhas,

Passando fome, passando sede,

Mostrando que o frio não pode vencer o amor…

 

 

O Autor Raphael Vieira escreveu até o momento 5
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Por baixo desse exterior invernal,

existe a chama ardente de uma fogueira

que invoca o espírito xamã, e pode

fazê-la ascender aos céus mais uma vez…


no universo verdes dos seus olhos,

eu enxergo vidas e sonhos,

oceanos que ao horizonte, tocam o sol,

a beleza dentre as coisas mais belas,


é como se caminhássemos para longe

das luzes artificiais, onde a poeira

dos arranha-céus não toque o ar,

pudéssemos deitar sobre a relva,


com os olhos de uma criança

tão carregados de esperança,

olhar acima da neblina contida

e apontar infinitas possibilidades.

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Caso a loucura fosse uma pessoa


Caso a loucura fosse uma pessoa,
ela seria minha melhor amiga,
cativante, divertida e sedutora
em seu jeito abstrato de ser.
Enquanto, por outro lado,
a sanidade sempre tão sã…
eu nunca me ative à ela,
tão cheia de si, e certezas…
sou alguém que deseja por
não ser apenas um outro
divagando entre os jardins
deste hospício de sanidade,
nadando contra a corrente,
voando contra o vento,
sou um tipo de Caixeiro-viajante,
imutável metamorfose ambulante.

O Autor Raphael Vieira escreveu até o momento 5
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No universo verde dos seus olhos


Por baixo desse exterior invernal,
existe a chama ardente de uma fogueira
que invoca o espírito xamã, e pode fazê-la
ascender aos céus mais uma vez…

no universo verdes dos seus olhos,
eu enxergo vidas e sonhos,
oceanos que ao horizonte, tocam o sol,
a beleza dentre as coisas mais belas,

é como se caminhássemos para longe
das luzes artificiais, onde a poeira
dos arranha-céus não toque o ar,
pudéssemos deitar sobre a relva,

com os olhos de uma criança
tão carregados de esperança,
olhar acima da neblina contida
e apontar infinitas possibilidades.

O Autor Sérgio Cancioneiro escreveu até o momento 111
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Gaudério eu sou…


Gauderiando pela minha Pampa AMADA…
As vezes cruzo pela ESTRADA…
Com alguma china mal AMADA…
E quando cai na minha PEGADA…
Fica logo ENRABICHADA…
E não quer me largar por NADA…
Pois este é o meu DEFEITO…
De fazer tudo DIREITO…
E nunca de qualquer JEITO…
Pois tenho fama de bom SUJEITO…
De fazer tudo ao CONTENTO…
É o orgulho que trago no PEITO…
Por ser correto e PERFEITO…
Muitos podem até PENSAR…
Que estou a me VANGLORIAR…
Mas este método de AMAR…
É simplesmente CAPRICHAR…
E também muito VALORIZAR…
Quem nos meus braços PASSAR…
Carinho e amor é o que sei DAR…
Sei sorrir e quando CHORAR…
Mesmo sendo safado sei quando RESPEITAR…
Sérgio o Cancioneiro

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Nossa história…


Na minha história tem um pouco da tua história, se não fosse nossa história, eu não teria uma história tão linda na vida.
Sérgio Cancioneiro

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