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Escrevendo um poema

Se você acompanha o blog da Bibliomundi, já conhece nossas dicas de autopublicação para quem acha que não sabe como escrever poesia. Muito bem. Agora é hora de avançar mais uma vez com o nosso guia para escrever um poema passo a passo.

Saber como escrever um poema não é nenhum mistério, nem uma dádiva divina. Praticamente qualquer pessoa é capaz de escrever poesia, desde que se dedique à tarefa. Afinal, disciplina é importante para um autor profissional. Por isso, vamos dar dicas para você escrever um poema de maneira mais profissional, que ajudarão você a desenvolver uma técnica.

O objetivo é fazer uma transição de um autor que escreve somente para si a um autor que escreve para o leitor. Um autor que quer mais do que expressar seus próprios sentimentos, mas provocar emoção no outro. Um autor que sabe transmitir ideias e se comunicar por meio dessa linguagem condensada e enigmática que é a poesia.

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1.     Tenha um objetivo em mente

O primeiro passo para escrever um bom poema é ter um objetivo. Afinal, sem um destino, você não pode chegar a lugar algum.

A poesia é uma linguagem concisa e, como qualquer obra literária ou projeto em geral, é uma boa ideia você saber onde quer chegar. Caso contrário, suas palavras serão vagas.

Para ajudar nesta tarefa, pense no que você quer que o seu poema “faça”. Que tipo de reação você quer causar no leitor? Há algo em específico que você queira descrever? As respostas podem ser diversas. Por exemplo: “descrever uma experiência pessoal”, “protestar contra injustiças da sociedade”, “exaltar a beleza da natureza”, “provocar desconforto no leitor”.

Escolha um objetivo principal e guarde-o com você. Esse será o elemento central do seu poema.

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2.     Expresse o seu tema

Muito bem, você tem um objetivo, um elemento principal. Já está próximo de ter um tema definido para o seu poema.

Um tema pode ser considerado a combinação de uma ideia com uma opinião. Por exemplo, o “amor” não é um tema por si só. “Amor é sofrimento”, por sua vez, já pode ser considerado um tema, ainda que um pouco pessimista.

O tema é uma afirmação. Uma ideia sobre um assunto. E, muitas vezes, podemos inclusive observar temas que persistem por movimentos literários inteiros. No romantismo britânico, por exemplo, havia o tema recorrente de como o homem se desconecta da natureza na vida adulta e que a literatura poderia ser o elo perdido.

Esse tema caracterizava o movimento e trazia beleza e significado para os poemas. Ele era uma expressão da angústia pessoal dos poetas que transpassava até os leitores. Em outras palavras, o tema torna a poesia mais tangível, fortalecendo a conexão com o leitor.

Torne o seu objetivo em um tema e expresse suas ideias. Valerá a pena.

3.     Não seja clichê

Todos têm o direito de se expressar como quiserem. A beleza dessa liberdade é justamente a grande diversidade de ideias que ela nos oferece. Logo, não tem graça se todo autor escrever de maneira igual aos outros, repetindo os mesmos clichês.

Claro, não estamos sugerindo que você tente escrever um livro original por completo. Pode-se dizer até mesmo que a originalidade não existe, considerando a quantidade de autores que existem e a baixa probabilidade de produzir algo que nunca foi feito antes.

Mas existem repetições e repetições. Algumas são saudáveis, outras são mais do que desnecessárias. O clichê pode ser considerado tudo aquilo que já foi tão utilizado que não contribui mais para a obra. Ele não causa impacto, não agrega valor, não traz significado.

Na poesia, os clichês muitas vezes se apresentam como frases ou expressões “prontas”. Um exemplo bastante clássico é “rosas são vermelhas, violetas são azuis” ou versos que começam com “amar é”.

Como fugir disso? Primeiro, pense se você já não ouviu diversas vezes essa mesma expressão que você pretende escrever. Se sim, ela deve ser um clichê. Então, reflita sobre o significado por trás dessas palavras batidas. Você pode transmitir essa mesma mensagem de outra forma. E pronto. Clichê evitado.

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Ah, o melodrama. Sedutor e repulsivo ao mesmo tempo, ele atrai os autores para, então, afastar os leitores. Quando escrevemos, muitas vezes queremos transmitir e provocar sentimentos e, sendo esse o caso, é quase irresistível a chamada do melodrama. Saber como escrever um livro emocionante não é simples.

Queremos nos jogar nos sentimentos, expressar amor, paixão, ódio e indignação. Mas veja, a partir do momento que isso compromete a leitura, não vale a pena. E o fato é: quando um texto apela excessivamente para o emocional, o leitor tende a se rebelar contra as intenções do autor e sentir o oposto do que foi planejado.

Dizem por aí que, quando uma personagem chora, o leitor não precisa chorar por ela. Fique atento, pois isso pode se aplicar aos seus leitores.

Fonte: https://www.r7.com

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